29.7.07

 
"Vidas a prazo"

Um artigo no Expresso sobre os "recibos verdes" (subtitulo: "Retrato de um universo onde só há «flexi» e nenhuma «segurança»"). Infelizmente, tanto quanto se pode ler na edicao na internet, nao ha qualquer referencia 'a relacao entre a rigidez da cessacao dos contratos permanentes e o numero de "contratos precarios" ou 'a segmentacao do mercado de trabalho. Alias, a analise do contexto limita-se a um paragrafo onde se referem algumas estatisticas do mercado de trabalho do INE e se assume que todos os contratados a termos se enquadram em "recibos verdes" - alem de algumas declaracoes de Garcia Pereira sobre "dumping social"...

Nao e' muito animador ver que o semanario supostamente de "referencia" de Portugal se limita a referir casos paticulares de um problema serio em Portugal, sem procurar compreender quais as origens do problema nem abordar possiveis solucoes. Nao e' animador, nem em termos da qualidade do jornalismo em Portugal, nem em termos do debate publico que e' necessario fazer para passar do mercado de trabalho que temos - que promove desigualdade e ineficiencia - para outro modelo que procure ultrapassar estes constrangimentos.

Comments:
Será um sinal dos tempos este caminhar para uma sociedade onde a precaridade laboral domina e onde nem sequer temos a certeza se vamos receber a reforma para a qual trabalhámos a vida inteira?

Maria João saraiva de Menezes
Lisboa
Portugal
 
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