29.5.07

 
Avaliacoes 'a portuguesa

Uma analise a dez anos de politicas "New Labour" na area da educacao, conduzida por investigadores do LSE: link.

Um "call for papers" para uma conferencia internacional sobre "Economic Incentives: Do They Work in Education?": link.

Por outro lado, em Portugal, varios "comentadores" parecem estar a chegar 'a "conclusao" que as politicas deste governo estao a produzir bons resultados.

Miguel Sousa Tavares diz: "As reformas empreendidas por Maria de Lurdes Rodrigues, a melhor ministra deste Governo, começam a mostrar resultados e eles são uma devastadora derrota para a Fenprof, confirmando que as inadiáveis reformas na Educação terão de ser levadas a cabo contra os sindicatos dos professores: a população escolar aumentou 1,3% (embora o número de crianças não tenha aumentado), desapareceram praticamente as escolas com menos de dez crianças — um modelo antipedagógico e anti-social — 80% das creches e 90% das escolas do 1º ciclo passaram a funcionar até às 17h30 e as aulas de substituição, apesar da tentativa de boicote sindical e judicial, estão a ser um sucesso." (Expresso, 19 de Maio de 2007, meus italicos). Manuela Ferreira Leite escreve um texto semelhante na mesma edicao do jornal.

E' inequivoco que o espirito aparentemente reformador da actual equipa do Ministerio da Educacao merece regozijo junto de todos aqueles incredulos com a inercia emanada da 5 de Outubro durante varios anos. Agora confundir "inputs" com "outputs" e' que nao contribui em nada para melhorar a educacao em Portugal. Muito menos assumir que qualquer reforma e' melhor que deixar tudo na mesma.

E' preciso saber com rigor o que os jovens portugueses aprendem e comparar com anos anteriores. Ate' se chegar a essa analise, qualquer avaliacao nao sera mais que um palpite. Para Portugal, parece que palpites sao suficientes para avaliar politicas. Nao sao so' os jovens que nao aprendem.

Comments:
Recentemente publicamos uma análise do sistema educativo Português onde demonstramos, que os problemas mais sérios são os métodos inválidos aplicados no ensino de Português e da Matemática. Íamos precisar cerca de 15 anos para reconstruir o sistema de ensino, desde a escola primária, caso as medidas necessárias fossem tomadas imediatamente.

Senão, o insucesso escolar apenas continuará a crescer em modo de auto-reprodução, pois já se tornaram professores os antigos alunos, completamente ignorantes, os quais foram ensinados pelos mesmos métodos.

Ora os métodos economicistas não podem resultar na educação em geral, e muito menos no sistema universitário - as universidades não devem ser obrigadas a aceitar e, passados alguns anos, a aprovar, os alunos sem habilitações literárias indispensáveis para um curso superior. Quem não aprendeu ler na escola, não deve estudar na universidade.
 
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